Em todos os desportos, chegar ao topo exige muito esforço e dedicação, e o golfe e o ténis não são exceção. O desporto universitário norte-americano dá a oportunidade a jovens talentosos de todo o mundo de se destacarem e desenvolverem todo o seu potencial, tanto desportivo como académico. Por isso, cada vez mais jovens sonham em conseguir uma bolsa desportiva numa das melhores universidades dos Estados Unidos.
Todas as universidades americanas disponibilizam, todos os anos, um grande número de bolsas desportivas que distribuem por entre atletas de diferentes modalidades. Para conseguires uma dessas bolsas, é muito importante destacares-te, seja a nível desportivo ou académico. As diferentes bolsas oferecidas pelas universidades dos EUA são:
- Bolsas desportivas: destinadas a desportistas de alto nível. Estas bolsas podem ser integrais e cobrir 100% das despesas académicas, desportivas e de subsistência, ou podem ser parciais e cobrir apenas uma determinada percentagem das despesas, normalmente entre 20% e 80%.
- Bolsas académicas: destinadas a estudantes de excelência que tenham obtido notas muito altas no exame de admissão à universidade (SAT).
- Bolsas internacionais: para estudantes estrangeiros com um histórico escolar excecional que queiram iniciar os seus estudos superiores em universidades dos Estados Unidos.
As bolsas desportivas são concedidas pelas diferentes universidades através de várias organizações; a qualidade do desportista é que determina se o jogador entra numa associação ou noutra.

- NCAA: as equipas desportivas das universidades de maior prestígio competem nesta associação, a National Collegiate Athletic Association, divididas de acordo com a qualidade dos seus jogadores em 3 divisões diferentes: Divisão I, Divisão II e Divisão III.
- NAIA: aqui competem as universidades com menor número de alunos e menor orçamento. O nome completo é National Intercollegiate Athletic Association.
- NJCAA: E, por último, existe também a National Junior College Athletic Association, onde competem os community colleges, instituições alternativas à universidade que permitem que os rapazes e as raparigas que não cumprem os requisitos de acesso à universidade continuem a estudar. Depois de concluírem os estudos nestes centros, podem prosseguir a sua licenciatura universitária.
Conseguir uma bolsa desportiva nos Estados Unidos significa ganhar uma experiência internacional importante, atingir um nível de inglês bilingue e estudar uma licenciatura numa faculdade de prestígio com reconhecimento internacional.
Tanto o golfe como o ténis são desportos com bastante base no país norte-americano e contam ainda com muitos adeptos, uma paixão que se nota na qualidade das instalações existentes no país e nos profissionais, sejam fisioterapeutas, nutricionistas ou outros especialistas, que se dedicam a estes desportos. Golfistas do calibre de Tiger Woods, Luke Donald, Ricky Fowler ou Paul Casey começaram a sua carreira desportiva a competir nas ligas universitárias, e tenistas como Andre Agassi ou Pete Sampras competiram pelos Estados Unidos.
Usa a nossa ferramenta para calcular as probabilidades de conseguires uma bolsa de estudo numa universidade nos Estados Unidos.
Requisitos para obter uma bolsa de estudo nos EUA
Para obter uma bolsa de golfe nos Estados Unidos, o rapaz/a rapariga deve ter um nível de golfe muito elevado e um handicap de 4 ou inferior; para uma bolsa de ténis, é necessário um bom ranking nacional ou internacional. Os restantes requisitos são comuns às bolsas de ambos os desportos:

- O primeiro e mais importante é não ser desportista profissional, não ter recebido dinheiro por jogar nem ter assinado contratos.
- Não ter repetido nenhum ano e ter concluído o ensino secundário.
- Começar os estudos universitários logo no ano seguinte à conclusão do ensino secundário.
- Ter sido aprovado nos exames de admissão americanos, ou seja, ter passado no SAT (o exame de admissão americano) e no TOEFL (exame de proficiência linguística para falantes de línguas não inglesas).
Existem muitas formas de conseguir uma bolsa desportiva, mas as mais eficazes são aquelas que envolvem passar algum tempo nos Estados Unidos, aumentando assim as hipóteses de seres descoberto por um olheiro. As formas mais comuns de conseguir estas bolsas são:
- Ter um nível alto ou muito alto no ténis ou no golfe, jogar nos clubes mais reconhecidos de Espanha, fazer parte das seleções regionais ou nacionais de ténis e destacar-se nos torneios.
- Estudar um ano num liceu dos EUA e disputar jogos com a tua equipa. Geralmente, os olheiros das universidades procuram novos talentos em jogos de liceu. Além disso, passar um ano lá vai tornar o exame de admissão à universidade (SAT) mais fácil de passar.
- Participar nos Summer Camps (acampamentos de verão) de alguma universidade, academia ou clube profissional.
- Preparar-te para entrar na universidade numa escola preparatória logo após terminares o ensino secundário.
- Se não conseguires entrar na universidade, o mais aconselhável é estudar dois anos num community college, instituições alternativas com custos inferiores a 15 000 $ que servem de trampolim para a universidade.
- Se não conseguires uma bolsa desportiva, outra alternativa é começar o ano letivo numa boa universidade sem bolsa e inscrever-te na equipa de ténis. Esta opção é a mais comum entre quem não quer competir muito, mas tem interesse em frequentar uma universidade de prestígio.
Além de todas estas, existem outras opções disponíveis para todos os desportistas que não tenham conseguido uma bolsa, mas que queiram melhorar o seu jogo e ganhar experiência nos EUA. Universidades de renome como o MIT ou a Universidade de Nova Iorque não oferecem bolsas desportivas, mas sim académicas e internacionais. Entrar numa delas implica competir em equipas de divisões inferiores, mas ter mais oportunidades de jogar e acumular minutos em competições nacionais. Esta é uma opção disponível em mais de 400 universidades, nas quais o preço anual (tudo incluído) ronda os 40 000 $ – 55 000 $.
Sem dúvida, o sistema educativo americano oferece a oportunidade de formação académica e desportiva a tenistas de todo o mundo. Nos últimos anos, o desporto espanhol tornou-se um dos mais potentes do mundo, pelo que não é de admirar que a Espanha seja um dos países que mais desportistas contribui para as universidades americanas. No ano letivo de 2012-2013, mais de 250 desportistas espanhóis frequentavam uma das universidades dos EUA, na esperança de ter a mesma sorte que tenistas do calibre de James Blake (bolsista na Universidade de Harvard), John Isner (bolsista na Universidade da Geórgia) ou Mike e Bob Bryan (ambos bolsistas na Universidade de Stanford).








